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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Amor Eterno...

 

 

 

(imagem retirada da net)

 

Durante o período de tempo, que passou desde o jantar até a abertura de mais uma das cartas, Pilar andava totalmente absorvida nos seus pensamentos.
Isabella por seu lado andava com uma nova esperança, quem sabe Gabriel ainda estivesse vivo…
Nessa manhã de sabádo tomavam o café sentadas na varanda, Pilar desfolhava o jornal, procurando as palavras cruzadas.
Isabella segurava numa torrada e com a outra mão segurava numa das cartas, que tinha retirado da caixa.
- Abre tu, Pilar.
- Ora vamos ver…Humm, um amor proibido…. Disse Pilar.
 
 
Querida Matilde:
 
Da janela do meu quarto, de onde tantas vezes te observei a passear por este jardim imenso, escrevo-te esta carta.
Lá ao longe, onde nos conhecemos e beijamos pela primeira vez, o nosso lago, mantém o mesmo ar fresco e água límpida de sempre, assim como me recordo do teu corpo, onde tantas vezes matei a minha sede.
Cada árvore que o rodeia de braços estendidos, fazem-me lembrar de ti, quando corrias para te aconchegares no meu colo, e eu de braços abertos te recebia.
Minha querida, não suporto mais esta tormenta, chegou a hora de partir, de me afastar deste mundo.
O meu coração chora profundamente esta partida, por ti, por mim…
A minha vocação chama-me, e por mais que te ame, para mim, ser-me –ia impossível viver, se não cumprisse os desígnios para que nasci e vim a este mundo…
Levarei para sempre comigo, o cheiro dos campos nos teus cabelos, o cheiro da tempestade de verão no teu corpo, o cheiro de amoras silvestres nos teus lábios.
Serás para sempre a minha amada, e um dia quando estivermos noutro lugar, onde não há pecado, ainda me recordarei de ti…
Sou teu… para toda a eternidade…
 
J.R.

 

publicado por Raquel às 05:00
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Um jantar á luz das velas

 

(Imagem retirada da net)

 

O jantar decorreu num ambiente extremamente romântico, nada foi deixado ao acaso, desde a comida afrodisíaca até ao próprio ambiente na sala.  

A sala era iluminada simplesmente por velas, elegantemente dispostas por cima de castiçais antigos...

As sombras desenhavam-se por trás de Pilar e João.

Os olhos de ambos encontravam-se constantemente, não escondendo o desejo que sentiam um pelo outro.

Pilar estava indecisa com o rumo que toda esta situação poderia tomar.

Falaram pouco ao jantar, deixaram que o silêncio transcrevesse o que pensavam.

Á saída, João segurou as mãos dela entre as suas, Pilar deu um passo atrás, como se fosse fugir do beijo que ele se preparava para lhe roubar.

Beijaram-se apaixonadamente e sem querer Pilar sentiu-se embarcar numa viagem proibida. 

publicado por Raquel às 17:30
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Demónio de Saias

 

la vie est belle.....

 

 (imagem retirada da net)

 

Os dias que se seguiram, foram vividos numa ânsia constante por Pilar...

 

- Tenho que me despachar, o João vem buscar-me ás 20h, vamos jantar fora. – Avisou Pilar, agitada e indecisa no que iria vestir nessa noite…
- Hummm, estou a ver… quer dizer que hoje não tenho companhia. - Respondeu Isabella, piscando o olho á amiga.
 Pilar não aceitava a ideia de estar rendida definitivamente a um homem...
Adorava flirtar com homens atraentes e que se faziam de difíceis, só para ter o prazer de os conquistar…era eximia na arte da sedução.
Quando o conseguia… deitava-os para trás das costas e seguia para a nova conquista.
Parecia reservada, mas quando queria tornava-se um demónio de saias.
Desde a escola que era assim, quando se recordavam desses tempos as duas, riam alto e bom som…
 
Ás 20h em ponto, chegou João…Isabella ouviu a campainha tocar e apressou-se a abrir a porta..
- Olá – exclamou ele..
- Olá João, sempre pontual..
Pilar dirigiu-se á sala, escolhera um vestido deslumbrante, que realçava ainda mais as suas formas irresistíveis…
- Estás linda…sussurrou Isabella, enquanto se dirigia para a cozinha…
João olhou-a e ficou embevecido… 

 

publicado por Raquel às 03:30
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Um amor além do visivel ...

 

 

 

Amor.

 

(Imagem retirada da net)

  

 

Isabella recordou com muita emoção uma conversa que aconteceu entre ela e Gabriel, quando começaram a planear a sua vida em comum...Planearam tanta coisa e nada aconteceu...

Queria tanto ter uma família com Gabriel, serem felizes...viverem um para o outro.

 

Pilar dando-se conta, interrompeu-lhe os pensamentos e informou-a:

 

- Sabes quem me telefonou? - disse sorrindo e tentando desanuviar o ambiente...

- Não... - respondeu Isabella fixando o olhar no infinito.

 

- O João , lembraste dele?

 

Isabella sorriu e acenou com a cabeça, dando sinal que sim.

 

João era um médico que Pilar conhecera quando estivera no campo de refugiados.

Desde essa altura que sentia um calafrio na espinha sempre que falava dele, era um homem charmoso e muito corajoso capaz de enfrentar tudo e todos...

Pilar amava-o como nunca amou ninguém, sentia que eram almas gémeas... havia um enamoramento espiritual entre ambos, algo mais que carnal.

Mas por vezes questionava-se se seria certo esse amor, uma vez que ele era comprometido, pelo menos era o que sabia...

 

 

publicado por Raquel às 15:30
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Semente de ti ...

 

 

Foto retirada da net

  

 

"Querido Marco

 

Desde que sai de perto de ti a minha vida tem sido um inferno ... os meus pais afastaram-me de ti, obrigaram-me a sair dai e viemos para outro país ... dizem que não conseguiam viver com a vergonha de ter estado enamorada de ti ... porque tu não tens estudos, porque és pobre e de más famílias... mas a mim, o que isso importa? O que me importa é aquilo que és, independentemente das tuas origens ... amo-te pelo teu interior, pela tua alma, pela força e coragem que tens em ti ... sei que irás longe, és determinado e ambicioso ... mas és um ser humano lindo, capaz de ajudar os outros e de fazê-lo gratuitamente ...

Estou a escrever-te à pressa, pois receio que eles entrem pelo quarto a dentro, ando vigiada, mas a minha prima fará que esta carta chegue até ti ...

Tenho uma novidade para te dar ... não sei se ficarás feliz ou não ... o meu pai não quer que saibas, mas eu tinha que te dizer ... seria injusta para contigo e tu não o mereces ...

estou grávida ... vais ser pai ... espero que fiques feliz como eu estou ... é a única coisa boa que me tem dado esperança a toda esta humilhação ... é a tua vida em mim, o prolongamento do nosso amor, a perpetuação da nossa entrega ...

Quando ele nascer darei notícias ou assim que poder ...

Um beijo de Amor com muitas saudades ...

Da tua

 

Beatriz

 

publicado por Ennoea às 10:28
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Memórias de uma Guerra

 

(imagem retirada da net)

 

 

Pilar andava com vontade de ler mais uma carta, mas tinha percebido que Isabella o evitava.
Por isso algumas semanas se passaram antes que as duas amigas voltassem a mexer no tesouro, que tinham encontrado por acaso.
Uma caixa de cartão, cheia de vida, de emoções, de amor,desamor, felicidade, encontros e desencontros, traições e juras de amor eterno.
Isabella, também pensava varias vezes nas cartas, e uma noite, enquanto contavam a semana de trabalho uma á outra disse a Pilar:
- O que achas que devíamos fazer com estas cartas?
- Não sei, também tenho pensado nisso…
- Queres ler mais uma?
- Se prometeres que não choras, não gosto nada de te ver assim.. – respondeu Pilar a Isabella.

- Vou tentar.


Isabella abriu mais uma vez a caixa, os seus olhos brilharam, e o nervoso miudinho tomou conta dela.
Que iriam encontrar desta vez?
Enfiou a mão dentro da caixa, e teve uma surpresa:
- Pilar, nem acredito nisto que estou a ver…
- Então?
Isabella esticou a carta em direcção a amiga, era um envelope muito antigo, com selos de outro pais, cheirava a morte…sangue…guerra.
- Não é o que eu estou a pensar pois não??? – questionou Pilar.
- Acho que é, deixa-me ler...

 

  

Estimada  Maria da Luz.

 

Muito agradeço por me ter respondido, e acedido ao meu pedido de ser minha Madrinha...

Escrevo esta carta com o coração nas mãos... Por estes dias escapei por pouco a morte…
O nosso batalhão dirigia-se para fora do acampamento, quando sentimos que estávamos a cair numa emboscada.

Começaram a chover balas de todo o lado, o acampamento foi todo cercado, por nativos que não hesitavam em avançar a medida que íamos ficando mais fracos....
O barulho de tiroteio, as granadas, alguns gritos, um cheiro a morte terrível, a cada passo que dávamos deparamo-nos com alguém que nos era próximo, caído no meio do chão, senti-me impotente, só penso em sair daqui, pois sei que é quase certo ter o mesmo fim dos meus camaradas....
É impossível para mim descrever todo este ambiente, qualquer descrição que fizesse, não seria metade, do que realmente aqui se passa, é terrível...
Por favor, se receber esta carta, diga aos meus pais que por ora estou bem…
Se algum dia voltar ao meu pais, gostaria de a conhecer....
Obrigada pela sua amizade.


José António.


Pilar e Isabella ficaram apreensivas, sempre ouviram falar nas madrinhas de guerra, mas julgavam que era uma troca de cartas amorosas, entre soldados e raparigas solteiras...
Ali estava um relato vivo de uma guerra, que em tempos havia acontecido, cuja carta sobrevivera o tempo suficiente para ser encontrada por elas.

 

publicado por Raquel às 03:30
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Um pequena surpresa...

 

 

(imagem retirada da net)

 

Pilar percebera que a amiga se sentia infeliz.
Convidou alguns amigos, preparou um fondue de carnes, que Isabella adorava.
Quando Isabella colocou a chave na porta de casa para entrar, sentiu um cheiro inconfundível que vinha da cozinha.
Começou a sorrir e correu para Pilar, colocando-lhe os braços à volta do seu pescoço e disse-lhe:
-Sabes sempre como me levantar o ânimo, por isso gosto tanto de ti, mana.
- Deixa de ser lamechas, eu sei que farias o mesmo por mim – respondeu Pilar, dando-lhe um beijo repenicado.
Isabella ficou agradecida por este gesto, a amiga andava cheia de trabalho, no entanto não se poupou a esforços para lhe dar aquela alegria.
O jantar correu maravilhosamente, sentiam-se em família, apesar dos muitos quilómetros de distancia da sua terra.
Pilar adorava estes convívios, cedo ficou sozinha com a mãe, o pai partira em busca de fortuna, para outro continente e nunca mais voltou, nem deu noticias.
A sua mãe durante anos esperava que passasse o carteiro, corria em direcção ao portão, fazendo sempre a mesma pergunta:
- Traz alguma carta para mim?
- Só as do costume … - respondia o carteiro.
Com os anos foi perdendo a noção do tempo que tinha passado, havia dias em que Pilar simplesmente não a entendia, apesar de tudo, continuava a amar o marido, que a abandonou.

 

publicado por Raquel às 15:30
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Pesadelo

 

 

  

 (imagem retirada da net)

 

Desde o dia em que Gabriel desapareceu, como se tivesse sido engolido pela terra, que ninguém sabia nada dele.

Aos poucos Isabella, foi perdendo a alegria tão característica dela, o seu semblante era por vezes fechado, e só tinha um objectivo, encontrar ou saber o que se tinha passado com o homem que mais amou em toda a sua vida.

Chorava vezes sem conta a pensar nele, as vezes Pilar acordava com um grito que rompia o silêncio da noite, era mais um dos seus pesadelos, onde chegava a igreja e Gabriel não estava, este sonho horrível perseguia-a.

Isabella, carregava com ela a dor da dúvida, da ausência, sentia-se triste, desamparada e só pensava em ajudar os outros que assim como ela, mas de forma diferente enfrentavam algo que os derrotava.

Era como se sentia derrotada, por não poder viver a sua vida, com o homem que desejava.

Tantos planos, tanto amor.

As lágrimas caiam, Isabella questionava-se porque tinha de ser ela a passar esta prova tão difícil.

Pensou em falar a Pilar, e desistir de ler as cartas... ali encontrava tantas palavras que a faziam recordar Gabriel.

publicado por Raquel às 15:30
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Lembranças do coração

  

 

(Foto retirada da net)

  

 

Aquela leitura incomodou Pilar, mas Isabella estava de rastos ... a paixão, o amor, a dádiva .... sabia o que era, pois já tinha vivido um

amor assim ... em que ele daria a vida por ela e ela a vida por ele, como se fossem apenas uma pessoa, como se as suas almas fossem apenas uma ...

Pilar olhou novamente para a amiga e perguntou-lhe:

"- Queres que te faça um chá?"

"- Não, deixa estar isto passa!" - respondeu Isabella, baixinho.

Naquele momento tudo vinha à memória de Isabella, como se uma arca que estava fechada há anos tivesse explodido e atirado tudo para fora. Gabriel ... o seu grande e único amor ... tinha nome de arcanjo ... era um homem culto, lindo, meigo, cavalheiro, romântico  ... dos poucos que existem ... namoraram cinco anos e tudo estava bem ... nunca falhará a um encontro, sempre disponível, amigo ... amante ...era a sua alma gêmea e a seu lado era a mulher mais feliz do mundo ...

Decidiram casar ... encontraram a casa dos seus sonhos à beira-mar, decoraram-na a seu gosto, planearam os filhos ... tudo estava perfeito ... e marcaram a data do casamento!

Ela sentia-se a princesa de um conto de fadas que ia finalmente ficar eternamente com o seu principe encantado e seriam felizes ... para sempre!

No dia 03 de Julho estava um dia lindo, quente de Verão e Isabella sonhava com a hora de trocar as promessas e os votos com o seu amado. De manhã, ele ligou-lhe a dizer:

" - Até já, Amor! "

À hora marcada, Isabella chegou à Igreja acompanhada por seu pai e familiares, notou no rosto dos convidados de Gabriel que algo se passava . Tinha saído com eles de casa no seu automóvel para vir para a igreja mas não tinha chegado ao seu destino. Isabella ficou em pânico, entrou na igreja, aproximou-se do altar e ajoelhou-se. Pedia a Deus, rezava, orava para que nada tivesse acontecido a Gabriel ...mas nada ... passou uma hora, passaram duas, passarm três ... e nada ... ligaram para os hospitais, para a polícia ... e nada ...

até hoje ... passados três anos ... nunca mais nada se soube de Gabriel ....

Uma lágrima rolou no rosto de Isabella ...

 

 

 

 

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publicado por Ennoea às 17:36
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

O Amor não se diz ...

 

SOLTO PALAVRAS
 
(Foto retirada da net)
 
Aquela última carta tinha sido emocionante para mim, estava longe de casa, da minha Mãe mas o que valia era ter Isabella do meu lado, era a minha amiga de sempre, a minha “mana” e quando as coisas corriam menos bem, lá estava ela a dar-me um empurrão. Eu tinha a mania de me fazer forte, mas às vezes a minha fragilidade vinha à tona.
Naquele fim-de-semana, decidimos ir à praia, depois às compras e ir ao cinema há tanto prometido, adorávamos cinema, pena era não conseguirmos ir ver todos os filmes que iam saindo … culpa da profissão, mas sempre que podíamos lá íamos nós satisfazer o nosso apetite cinéfilo!
No sábado à noite distraída a fazer zapping pelos canais e a comer umas bolachitas de chocolate que tínhamos comprado na padaria perto de casa, Isabella confidenciou-me:
“- Sabes o que me apetece? “
“ – Sei lá! – respondi-lhe. Fazer um bolo de mármore ou uma tarte de frutos silvestres, não? A partir da meia-noite é que te apetece cozinhar!”
“ – Não! Há algo a chamar por nós … - disse.”
E lá apareceu ela com o caixote nas mãos com um sorriso que parecia uma criança com o seu brinquedo novo.
Retirou o envelope cuidadosamente como se de uma relíquia se tratasse. Abriu a carta e corou …. Exclamando:
“- Temos aqui hoje uma bela carta, amiga!”
 
“ Minha doce paixão,
 
Escrevo-te estas simples palavras que brotam da minha alma, pois meus lábios não conseguem proferi-las. Há sentimentos que ultrapassam o dizer, que ultrapassam tudo o que te posso falar, porque o Amor não se diz, o Amor sente-se e faz-se…
O que te posso dizer, meu Amor … que sem ti a minha vida não faz sentido, que sem ti o Sol não brilha, a Lua não ilumina a noite, que os pássaros não cantam, que nem sei quem eu sou … sem ti nada faz sentido porque Tu és a minha razão de ser, o motivo porque acordo todos os dias, o caminho que percorro, a luz que guia o meu olhar …
Como te posso dizer isto tudo? Palavras não bastam … por ti daria o meu corpo, a minha pele, o meu sangue e os meus ossos … por ti daria a minha vida porque tu és a minha vida e a vida em mim …
E quando olho o teu rosto, quando vislumbro o teu olhar … tudo desaparece … o mundo, as outras pessoas … só tu existes … sou levado para o plano mais irreal possível, para a comunhão do indizível, para a união ancestral … e quando toco no teu corpo penso que sou tão pequeno e tu és um Anjo… e o céu se abre, o infinito surge e a Felicidade acontece …
Que te posso dizer, minha doce paixão?
Somente que sou teu, entregue aqui de corpo e alma, para toda a eternidade.
 
 
Rodrigo”
publicado por Ennoea às 15:30
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